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segunda-feira, maio 30

Carta minha, enviada aos jornais O Globo e JB:

Vergonha Carioca

Uma amiga veio de São Paulo passar o feriado no Rio. Resolvemos ir ver a estátua do Drummond no calçadão de Copacabana no Posto 6 onde, enquanto tirava uma foto dela com sua câmera digital zero KM, fomos roubadas por um homem que passava de bicicleta. Demos queixa na delegacia onde nos disseram nada poder fazer. Saindo de lá, falei com dois PMs que disseram que dificilmente a câmera seria recuperada.Ninguém fez nada e todos concordaram que o ladrão havia subido direto para o morro.Apesar de carioca, de ter tomado muitas precauções e alertado bastante minha amiga sobre o perigo no Rio, não me perdôo por tê-la deixado usar sua câmera. Mas como iria dizer à ela que não usasse algo que foi comprado justamente para ser desfrutado, ainda mais na bela paisagem de nossa cidade?! O pior de tudo é que a câmera foi tirada justo de minhas mãos, no momento em que me preparava para tirar a foto dela com Drummond. Me pergunto quantas pessoas têm suas câmeras roubadas diante de tal estátua e como esse fato deve ser de conhecimento geral da nossa polícia. Me pergunto como não há sempre um policial de plantão no local. Como em pleno feriado, com o Rio cheio de turistas, não havia um policial sequer nas redondezas de um dos maiores cartões postais da cidade - a Praia de Copacabana. Eu, mesmo 'escolada' com a violência de minha cidade, fui roubada. O que há com nossos 'desgovernantes'? Até quando a cidade será dominada pelo tráfico de drogas?Por favor, chamem o ladrão!

Tempo rei
(Gilberto Gil)
Não me iludo, tudo permanecerá do jeito que tem sido Transcorrendo, transformando Tempo e espaço navegando todos os sentidos Pães de Açúcar, corcovados Fustigados pela chuva e pelo eterno vento Água mole, pedra dura Tanto bate que não restará nem pensamento Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo rei Transformai as velhas formas do viver Ensinai-me, ó, pai, o que eu ainda não sei Mãe Senhora do Perpétuo, socorrei Pensamento, mesmo o fundamento singular do ser humano De um momento para o outro Poderá não mais fundar nem gregos nem baianos
Mães zelosas, pais corujas Vejam como as águas de repente ficam sujas Não se iludam, não me iludo Tudo